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Noticia na RTP África em 14 de Janeiro de 2009

12/05/2009

Os sobreviventes da revolta do Cassange em Angola exigem indemnizações ao estado Português.

Então e os sobreviventes da Descolonização exemplar?…….

Eleições na AEANG

03/03/2009

No próximo dia 7 de Março realizam-se as assembleias Ordinárias e Extraordinárias no Hotel Roma pelas 14h00. Solicitamos a vossa comparência.

Biblioteca da AEANG

22/02/2009

Cronologia da Guerra Colonial

Autor: José Brandão

Nº de págs: 454

Ano de dição:2008

Editora: Prefácio _ Edições de Livros e Revistas

Este livro de José Brandão, editado pela Prefácio – Edições de Livros e Revistas, Ldª, é um documento cronológico da guerra que Portugal teve de travar ao longo de 13 anos (1961/1974) no seu, então, Ultramar africano: Angola, Guiné e Moçambique.

Com esta cronologia pretende o autor “destacar os 13 anos da guerra de África com a exposição de alguns dos acontecimentos mais notórios ocorridos durante esse período e, em paralelo, apresentar aquela que é a mais completa listagem, compilada ano a ano, de todos os que morreram nas três frentes de guerra.”

Ao longo desta obra encontra-se a listagem dos falecidos (nome, naturalidade, posto, data da ocorrência, causa da morte, Unidade mobilizadora e Ramo). Trata-se de um trabalho exaustivo de pesquisa e compilação que é de destacar. Diz o autor (…) “que é um trabalho centrado sobre a guerra em si mesma, embora procure enquadrar alguns aspectos mais significativos do dia-a-dia comum, como sejam: as lutas laborais, as lutas estudantis  as movimentações políticas, sociais e culturais que aconteceram no decurso desses 13 anos“.

José Brandão foi mobilizado em 1969 para Moçambique, como radiotelegrafista. Durante os dois anos em que esteve ao serviço da Pátria naquela antiga parcela portuguesa, permaneceu sempre em zonas bélicas de actividade máxima. Regressou a Portugal em finais de 1971. Está ligado ao sindicalismo, tendo aderido às teses da UGT, e, politicamente, é socialista. É autor de vários artigos publicados em diversos jornais e já escreveu seis livros.

Os politicos não estão interessados…

22/02/2009

“A nossa actual classe política não está interessada em resolver o problema das indemnizações aos espoliados do ex-Ultramar. Todos os que governaram  nos últimos vinte anos, inclusive o Prof.Dr. Aníbal Cavaco Silva. Este até promulgou em tempo recorde o D.L. aprovado no Conselho de Ministros, num fim-de-semana, para salvar o BPN. Tem faltado a todos vontade poítica. Agora desculpam-se com a crise.  Crise que vem de longe. Ela começou quando os políticos, governantes e alguns militares abandonaram o Ultramar, entregando as nossas terras à barbárie africana, sob pressão dos EUA e de outros falsos amigos de Portugal, com a cumplicidade de alguns  militares e políticos  nacionais. Quem, como eu, esteve no norte de Angola em 1961, sabe bem, muito bem, quem financiou e treinou os terroristas que na calada da noite de 14 para 15 de Março de 1961 massacraram e mataram à catanada cerca de 1600 civis europeus (homens, mulheres e crianças), nas fazendas dos distritos do Uíge, Quanza-Norte, Congo e Stº António do Zaire.

Alguns dos nossos políticos branquearam os terroristas quando sentavam com eles à mesa no Alvor. E, mais recentemente, quando um Joaquim Furtado foi encarregue de voltar a branquear os mesmos terroristas, exibindo na RTP documentários da Guerra do Ultramar, Colonial e não me recordo de outro termo utilizado. Para mim e muitos como eu, foi uma guerra contra o terrorismo que nos foi imposta do exterior por alguns nossos “aliados” que financiaram e armaram os terroristas. “

Miguel Brito (Madeira)

Um país que viveu à custa das colónias…

22/02/2009

“Um país que viveu e sobreviveu à custa das colónias, perdidas estas, está de tanga, não tendo capacidade para nos ressarcir dos bens patrimoniais que fomos obrigados a abandonar. O Artº 40º, promulgado por Mário Soares, seria um bom negócio para Portugal se as ex-colónias assumissem os encargos dos pagamentos, o que nunca acontecerá.

Os leigos que se convençam de que a chamada descolonização não foi feita sobre o joelho, foi programada ao pormenor. Pelo “andar da carruagem ” dificilmente os Espoliados ultramarinos poderão suportar o encargo das quotas à AEANG.

Os danos morais e materiais são de tal ordem queque pessoas das minhas relações dormiam no aeroporto acabando por serem encontradas mortas. Não lhes vali, sem grandes capacidades para tal, porque apenas sabia dos funerais, que com muito pesar acompanhei. Por isso e muito mais, o sofrimento não cabe no meu peito.”

José Magalhães Barros (Porto Salvo)

Em voz alta

22/02/2009

Os espoliados ultramarinos, vítimas da vergonhosa “descolonização exemplar”_ erro grave de semântica e traição infame _ estão desiludidos com os nossos políticos. E têm razões, mais que bastantes, para isso. A manter-se o divórcio existente entre governantes, a maioria da classe política e as vítimas do processo político desastroso que arruinou milhares de portugueses que estavam radicados e trabalhavam no Ultramar, a situação irá agravar-se porque os espoliados ultramarinos estão desesperados. E como é sabido, quando o desespero se apodera do indivíduo este perde o controlo dos seus actos, agindo de cabeça perdida. De uma maneira geral, a maioria dos nossos políticos perdeu a credibilidade junto dos espoliados ultramarinos. Têm sido tantas as promessas, tantos os enganos, tanta a indiferença, da parte de quantos têm a responsabilidade de resolver o caso das indemnizações  aos espoliados pelos danos infringidos pela entrega, sem honra nem dignidade, das províncias ultramarinas, que está a originar uma crispação que, mais cedo ou mais tarde,  poderá resultar numa convulsão social difícil de controlar ou de evitar. Assim como o Estado português procedeu à “descolonização” sem consultar o Povo português da quem e de além – mar, tornando-se o único responsável pela tragédia inenarrável que causou a cerca de um milhão de compatriotas, também é ao Estado que cabe a responsabilidade de pagar os danos materiais causados por esse processo político bácoro. Os governantes e os deputados têm o dever de resolver esta importante questão nacional. Já o deveriam ter feito. Assumam-se.  É tempo do Estado português ressarcir as vítimas que ele provocou na sequência da  “descolonização exemplar”. Até lá ele  não será, no entender dessas vítimas,  um Estado de Direito e a democracia não passará de mera utopia.

Adulcino Silva

Encontros com Salazar

22/02/2009

Está prestes a ser publicado mais um livro da autoria de Adulcino Silva.

Trata-se do resultado de uma investigação morosa e trabalhosa sobre António de Oliveira Salazar. A obra insere dados novos sobre a personalidade do governante e várias opiniões sobre o mesmo, para além de diversas fotografias alusivas aos vários temas tratados neste livro que nos revela coisas desconhecidas sobre Oliveira Salazar e o pensamento deste sobre Angola, mas também a sua posição sobre a Espanha de Franco e sobre os EUA. Contém ainda capítulos sobre Humberto Delgado, António Ferro, com matéria inédita. A não perder!

Encontros com Salazar é ilustrado e tem edição limitada. Não estará à venda nas livrarias.

Para mais informações, contactar o telf. 917411432.

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