Os politicos não estão interessados…
“A nossa actual classe política não está interessada em resolver o problema das indemnizações aos espoliados do ex-Ultramar. Todos os que governaram nos últimos vinte anos, inclusive o Prof.Dr. Aníbal Cavaco Silva. Este até promulgou em tempo recorde o D.L. aprovado no Conselho de Ministros, num fim-de-semana, para salvar o BPN. Tem faltado a todos vontade poítica. Agora desculpam-se com a crise. Crise que vem de longe. Ela começou quando os políticos, governantes e alguns militares abandonaram o Ultramar, entregando as nossas terras à barbárie africana, sob pressão dos EUA e de outros falsos amigos de Portugal, com a cumplicidade de alguns militares e políticos nacionais. Quem, como eu, esteve no norte de Angola em 1961, sabe bem, muito bem, quem financiou e treinou os terroristas que na calada da noite de 14 para 15 de Março de 1961 massacraram e mataram à catanada cerca de 1600 civis europeus (homens, mulheres e crianças), nas fazendas dos distritos do Uíge, Quanza-Norte, Congo e Stº António do Zaire.
Alguns dos nossos políticos branquearam os terroristas quando sentavam com eles à mesa no Alvor. E, mais recentemente, quando um Joaquim Furtado foi encarregue de voltar a branquear os mesmos terroristas, exibindo na RTP documentários da Guerra do Ultramar, Colonial e não me recordo de outro termo utilizado. Para mim e muitos como eu, foi uma guerra contra o terrorismo que nos foi imposta do exterior por alguns nossos “aliados” que financiaram e armaram os terroristas. “
Miguel Brito (Madeira)
Fui escravo em angola.Trabalhei lá de l952 a l975. Descontando dois anos a estudar contabilidade em Lisboa, tenho lá 21 anos de trabalho com mais de oito horas por dia. O Estado portugues só me autorizou a transferência de 12.500$00,( para sete pessoas)quando vim para Portugal ou seja 595$24 por cada ano de trabalho. Eu pagava muito mais a um trabalhador contratado anualmente.Angola não precisa roubar as pessoas que ergueram as cidades que agora tem, porque é um dos países mais ricos do mundo. Espero que os acordos do Alvor sejam denunciados.Cumprimentos para toda a gente que me conheceu, tanto para brancos como para negros. Joaquim Nunes Ferreira